Eita, inda parece que foi ontem, maio de 2010… Meu coração batia acelerado, bagageiro carregado de sonho, expectativas, livros e um montão de outras coisas. A gente nem sabia o que levar para uma vida de aventureiros da estrada. Saimos carregados de muitas coisas, algumas delas deixamos no caminho outras nos acompanharam em toda a viagem.
O legal é que meus tripulantes foram entendendo aos poucos que para viver na estrada a gente de precisa de bem pouca coisa: pouca roupa, pouco calçado, poucos adereços… Na estrada o que eles realmente precisaram foi de uma kombi-casa inteira, saudável… E do Chico claro, senão, quem é que faria a alegria da garotada?
Agora, dois anos depois, já estamos no caminho de volta prá casa…
Hoje, logo cedo, fui levada a um estofador para refazer a capa do meu bagageiro que furou toda e a caixa de bonecos também precisava de uma forração nova. Tô aqui, feito garota quando vai costureira: estacionada, sem me mexer nem um pouquinho, enquanto do Donizete confere minhas medidas.
Fui!
Bibi! Fom! Fom!
Amigos!! Photo-Brazil está no ar. Nosso banco de imagem, foi aberto com 1500 imagens, mas nossa previsão é chegarmos em julho com um acervo de +- 10.000 fotos com temas tipicamente brasileiros: Casas de farinhas, quebradeiras de coco, artesanato, cantos populares, instrumentos musicais, danças, fetas populares, religioes, cultura, trabalhadores, paisagens,e muitos outros.
www.photo-brazil.com

Estamos na curva da volta. O coração bate agitado, a estrada parece ficar ora curta, ora longa. No coração uma pergunta que não se cala: “como será voltar e viver em São Paulo? Será que vamos nos adaptar? Onde morar?” Enquanto as perguntas polulam na cabeça, os olhos tentam não perder nenhum pedacinho da paisagem, do encontro com as pessoas e meus pneus vão cortando o chão, rasgando o vento.
Enfim, chegamos ao interior do Paraná, lugar de encontro de nossos familiares e de parte de algumas coisas que fomos deixando no caminho e que precisamos resgatar no caminho de volta para casa. Nossa Páscoa teve sabor de encontro, com churrasco, carne de cordeiro e uma celebração na Igreja local. A vida começa a organizar-se aos poucos.
Antes de São Paulo, uma paradinha no Rio Grande do Sul para um encontro e descanso com a família do Franco. Em maio,chegaremos em São Paulo, lembrando que a estrada se tornou parte de nossa vida e a itinerância quase uma filosofia.
Assim a Emilia contou nossa história:

Para ler o relato publicado acesse: www.revistaemilia.com.br
Fui!!! Bibi! Fom! Fom!
No Brasil há muitos rios e lugares gostosos para pescar, mas lugar piscoso cheio de ranchos e hotéis preparadíssimos para receber pescadores vindos de toda a parte do país, ah!, este lugar é Coxim. Na cidade o rio Taquari corre leitoso desenhando seu leito ora aqui, ora ali, como menino matreiro que decide ele mesmo o rumo a tomar. Enquanto muda o leito de lugar o rio cheio de peixe deixa espaço para a Savana crescer bonita onde antigamente existia só água, desenha ilhas inventa rotas e destinos. Quem pode dizer ao rio Taquari para onde ir? E ele vai leve e solto feito menino soltando pipa em dia de vento.
Além dos ranchos de pesca, da grande quantidade de peixes e do rio Taquari, de tempos em tempos avançar os limites de sua margem, Coxim é uma cidade gostosa de se estar: barcos e canoas levam turistas a viver a aventura de cruzar o rio Coxim e Taquari em canoas, refazendo a rota das monções, por onde os primeiros bandeirantes e aventureiros chegaram a essas terras em busca de ouro e pedras preciosas.
Mas se, o viajante quiser descobrir um pantanal feito em sua maior parte de savanas, com animais correndo de um lugar para outro, manadas de capivaras tomando banho nas lagoas, jacarés se refrescando na água e lagarteando ao sol; se quiser se encontrar com uma família de anta passeando calmamente rumo a água… Ah!, conheça em Coxim, o Pantanal do Paiaguás. Lindo de morrer!

Para conhecer Coxim e suas belezas, contamos com apoio da Paiaguá expedicion. Ao Ariel e equipe, nossos agradecimentos. Agradecemos também a Secretaria de Cultura por viabilizar nossa estadia e permanência na cidade.
Dica de Alice: para sua próxima viagem, planeje conhecer o pantanal do Paiaguás.
Bibi!! Fom! Fom!
A chuva é linda e necessária. Há algo mais gostoso que dormir ouvindo os pingos no telhado? Ou ficar olhando a enxurrada crescer, crescer invadindo espaços, pegando velocidade nas descidas, formando cascatas onde há depressões? Lembro que, quando menina, nesses dias, eu corria com meu barquinho e, de cócoras, na beira da estrada, soltava o valente barco feito de algumas dobras no papel. Depois corria para vê-lo vencer a enxurrada. Imaginava grandes viagens por mares sem fim (que existiam só na minha imaginação, uma vez que eu nunca vira o mar). Ah! O danado viajava rápido, parecia saber que sua vida duraria poucas horas, era mais rápido que a enxurrada, até parecia fugir dela. Depois cansado, se deixava encharcar pela aventura e caia sobre as ondas vermelhas e barrentas; aos poucos se desmanchava.
Para mim, a hora que o barquinho caia era o fim da viagem, tinha vivido uma nova aventura, intensa, cheia de emoção nos menos de 500m de estrada. Lá ia para casa cheia de lama, molhada e feliz. Minha mãe não entendia esse meu gosto pela chuva, nem pela aventura vivida nas águas da chuva.
Acho que ela não podia imaginar por quantos lugares aquela enxurrada levava meu barco… Eu voltava feliz, tinha coisas para contar e para imaginar.

Para ver a matéria completa acesse o site olhardireto.com.br
Fui! Bibi! Fom! Fom!
Fomos informados que a transpantaneira ainda permite passagem. O pantanal norte não está ainda muito cheio… Aqui estamos nós tentando passar, nossa busca é por comitivas de gado. Aeh! Boi!!!!!!!
Fuiiii!!!!!