Fotobarragem

Ebaaaa!

Amigos fotógrafos, de Brasilia, souberam que estávamos de passagem pela cidade e nos convidaram para o Fotobarragem (evento mensal que reúne fotógrafos de Brasília para um bate papo descontraído com projeção de fotos). O encontro acontece sempre na Churrascaria do Lago Paranoá, um dos mais antigos restaurantes do Distrito Federal. O lugar guarda o mesmo jeito de cantina que teve na época de Juscelino Kubitschek.

Aparecemos por lá e fizemos um breve relato de nossa viagem. Franco mostrou as fotos e vídeos. Ao final, uma festa ao redor da Alice.

Veja algumas fotos do evento feitas com uma camera 3D (Fotos de Luiz Alves)

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Para perfeita visualização utilizar óculos 3D (lentes vermelha e azul). Primeiro FotoBarragem do ano 2012. ©Luiz Alves

Obrigada aos amigos de Brasilia pelo carinho e apoio.

Rápida passagem por Brasília

Nossa rota rumo ao Norte do Brasil, nos trouxe da Bahia para Brasília. Aqui faemos uma pausa para abastecimento e descanso da estrada, ufa!!,  meus pneus estão doloridos, ai!, ui!. O Chico, não! Ele nem sente nada, é só um boneco e além de tudo viaja o tempo todo esticado sobre travesseiros, no bagageiro do carro. O Pingo foi para o bagageiro externo, guardado dentro de uma caixa como relíquia preciosa. Ele se lamentou muito, mas não teve jeito. Todo boneco é guardado um dia, colocado em caixa, para não estragar.  Carro, não. Fica sempre na estrada, alguns mais sortudos viram peças de colecionadores, outros acabam no ferro velho. E eu?!!

Eu continuo da estrada, vou me mantendo inteirinha; já andei observando que não tem caixa que me caiba, então trato de me cuidar para não acabar num ferro velho a beira da estrada, ai!, ui!, ainda bem que o Franco cuida de mim e muito: troca óleo no tempo certo; ainda agorinha, ganhei 4 pneus novos, e minha suspensão é engraxada com frequência. Sou um carro-casa muito querido, por isso, não vou acabar num ferro-velho, ah!,  isso é que não.

Mas voltemos a Brasilia, estou me dirigindo ao Pier 21, onde seremos entrevistados pelo jornal Correio Brasiliense, um dos mais importantes jornais do nosso país.  Estou toda arrumadinha, ai!, ai! Me deseje sorte.

Fui.

Bibi!! Fom! Fom!

Adivinha onde estou?

Decifra este enígma e saberá onde estou:

A cidade tem nome de roupa com que se forram as camas. É histórica. Para cá vêm turistas do mundo todo. Há um morro que se chama Pai  Inácio e um vale chamado Pati.

As águas tem a cor da coca-cola, e as pedras são róseas. Os passeios exigem muito preparo físico.

Vai uma dica pelas fotos:

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Ah! Estamos na linda cidade de Lençóis, descansando sob árvores frondosas, ouvindo os pássaros cantar e as formigas… Ah! As formigas! Não é que ficam subindo e descendo, me fazendo cócegas.

Camping Limiar - Lençóis - Bahia

Revendo pequenos amigos

A cinco meses de concluir a travessia Brasil, do Projeto Histórias de Alice, viajamos em despedida do Nordeste, enquanto eu, a kombi Alice me preparo para voltar a Região Norte, agora com rota prevista até o Acre.

Nesse período Franco e Inês parecem querer reinventar a viagem. O Chico desce em todas as paradas e é festa da garotada. Como o caminho para Acre exige uma passagem pela Foz do São Francisco, depois da praia do Peba, Franco deu uma volta na direção e à revelia do GPS, que com voz incansável, dizia: siga em frente, ele dobrou à esquerda e entrou  no povoado de  Potengy para rever as crianças, estar perto do Velho Chico.

Ah! Mal eu apontei meu faróis, ouvi uma criança que fazia uma barulho desde de dentro do rio e gritando veio em nossa direção. Ele fazia assim: Ãh! Ãh! Logo reconheci, era o Mudinho, apelido como Bruno é conhecido na comunidade. Do outro lado de mim, outros garotos gritavam: “O Chico voltou! O Chico voltou!”

Mal parei e eles tomaram conta de mim, numa alegria só. Chico saltou e fez a alegria da garotada. Eles pegavam o boneco e haja mamulengo pra aguentar tanta energia!

Mudinho com o Chico IMG_7541

Depois, completando  a tarde de sábado com Alice, a Inês e Franco foram brincar de passa anel, corda e amarelinha. Foi um dia muito gostoso.

Confesso, eu estava cansada da viagem, mas essa canseira toda sumiu só de compartilhar tanta alegria infantil. Ah! Deixa eu contar, que as crianças nos reconheceram uma ano e 3 meses depois de nossa primeira passagem pelo povoado.

Às crianças do Potengy um abraço do Projeto Histórias de Alice.

Bibi! Fom! Fom! Bibi!

Desejos bons para começar um ano novo

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Carta vai, carta vem!

Viajar nos leva para muitos abraços, quase todos não previstos, nem programados. Depois do encontro, vem a vontade de encontrar de novo… Aí a distância é vencida pela tecnologia: mensagens são trocadas como modo de minimizar a saudade.

Em março de 2011, estávamos no Rio Grande do Sul, na cidade de São Borja, precisávamos de um camping para passar alguns dias, organizar o carro, descansar. Chegamos ao Sítio PRESERVA. Tatiana nos acolheu. Fiquei estacionada sob a sombra de uma árvore, perto de um bosque, onde todos os dias pela manhã e pela tarde, macacos bugios nos faziam companhia.

Nossa estadia no sitio foi regada por esplêndido contato com a natureza: carambolas, goiabas, figo da índia, apanhados no pé. No café da manhã, geléias deliciosas preparadas pela Tatiana.

De nossa rápida passagem nasceu uma amizade. A Tatiana cuida de nos brindar com um pouco do Sítio, ainda que seja por e-mail.

Resolvi postar aqui uma dessas mensagens para compartilhar a beleza sensível da vida que se renova, captada pelo olhar não menos sensível de nossa anfitriã do Sul.

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Olhem os nossos novos vizinhos!

A dona Sabiá fez seu ninho na frente da porta do galpãozinho de tijolos, bem ao lado da nossa casa!

Bom fim de semana

beijos

Tatiana Paz
Sítio Preserva
Fones (55) 3431 2653, (55) 9121 9232, (55) 8433 4222 e (55) 9903 0855.
www.sitiopreserva.com.br

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Contam que a sabiá vive feliz, porque no sítio ela é considerada vizinha, não invasora. Lá no alto da árvore, seu ninho está protegido pelo olhar cuidadoso de seus anfitriões.

Amigos irmãos

As amizades nascem sem a gente esperar. Elas ficam aguardando oportunidades de encontro: pode ser no aeroporto de Brasilia, num daqueles dias de apagão aéreo, quando você vê, de repente, que a vida brincou com sua abarrorada agenda de trabalho. A amizade também se aproveita de espaços mais formais para nascer: lugares como ambientes de trabalho. Às vezes, ela escolhe o camping, a estrada, um contato dado por outro, uma palestra…
Nesses dias em Recife, estivemos na casa de Lidia e Jaime, casal amigo que nos acolheu e nos fez viver o melhor da cidade.
À Lidia e Jaime, nossa gratidão, nosso carinho.
” fica sempre um pouco de perfume, nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas…”

Nossa gratidão também ao nosso amigo fotógrafo, Luiz Neto, pelo apoio e suporte em nossa viagem por Pernambuco e por ceder o espaço de sua casa para recebermos os pneus da Alice. Valeu amigo !

Pneus novos

Meu presente de Natal chegou um bocadinho atrasado, mas chegou. Pudera! Meu papai noel enviou pneus novos para eu terminar a viagem em segurança, lá de Santa Catarina. Diferente dos outros, meu Papai Noel não viaja em trenós, nem vive no Polo Norte. Ele se chama Pneus Fácil e é um dos patrocinadores da viagem de Alice. Obrigada, à Pneus Fácil, por cuidar de minha saúde e da segurança dos meus tripulantes.
Bibi! Fom! Fom!

Paisagens nordestinas

Cada estado do Nordeste é uma surpresa.  Na parte litorânea a gente vive as mais belas praias do Brasil, com água verde clara, transparente, arrecifes, dunas, lagoas, falésias de areia colorida, montanhas, ilhas paradisíacas. Um espetáculo da mãe natureza! Esta é a parte mais visitada e talvez a mais conhecida da região Nordeste. Mas esta é também uma região de surpresas não contadas, não muito exploradas nos guias turísticos, nem nos livros de geografia.

Adentra-se um bocadinho mais, ainda no litoral, uma ampla área de mata atlântica, deixa a mostra o que chamamos de zona da mata nordestina. Em Pernambuco, paramos em Nazaré da Mata, onde antigamente havia grandes engenhos, e olha que eles datam de 1630, mostrando pelas construções e amplos canaviais, o que significou o ciclo da cana de açúcar para o Brasil, tão estudado na disciplina de história. Se quando tomamos conhecimento disso pelos livros, eles parecem não dizer nada, quando chegamos à zona da mata, as construções e o jeito das pessoas parecem contar tudo. A história ganha sentido.

Até acho que escola de história e geografia deveriam ser itinerantes: viajar nos livros de história, indo do passado para a atualidade e da atualidade para a realidade. Talvez a história fizesse mais sentido na vida dos jovens estudantes.

Ah! Por essas bandas, a cultura, nascida séculos atrás é preservada, guardada, dançada, celebrada no carnaval e nos canaviais. Estou me referindo ao Maracatu Rural. Lindo! Lindo!

Deixe a pequena Nazaré. Grandes e belas cidades fazem as capitais nordestinas serem encantadoras, sem nada perder, aos grandes centros urbanos do sul e sudeste.

Adentremos um bocadinho mais: a paisagem modifica-se fazendo uma transição entre dois biomas: a mata atlântica e a caatinga. Entre eles temos o agreste: De clima ameno, lembrando as terras do sul. As cidades serranas, encrustradas nas montanhas lembram cidadezinhas eurpopéias: estou me referindo a Triunfo, em Pernambuco,  À serra do Araripe, no Ceará, lugares lindos feitos de histórias florestas com biomas únicos como é o caso da floresta do Araripe, no Cariri Cearense.

Viajemos para o sertão: lugar onde a água se esvai do solo com facilidade grande. Onde o sol é intenso e a chuva só vem nos meses de inverno: que varia entre os meses de dezembro e maio. Nesse período o sertanejo planta o alimento, prepara-se para passar o verão feito de sol, e só sol. A vegetação de caatinga verde no inverno, seca totalmente no verão, parece morta. Todo o cenário se entristece. O matuto começa a buscar água longe de casa, nos açudes.  Á agua é trazida sobre a cabeça ou no lombo dos jumentos: conhecida como água de carga. Em algumas cidades pela manhã ou no final do dia, lá pelas 17 horas, há um movimento das pessoas em busca d’água. Trânsito intenso de jumento.

No sertão o gado pé-duro, nativo do lugar, é criado solto nas florestas. Profissão valorizada aqui e de grande prestigio, é a do vaqueiro, homem destemido que vestido de couro, adentra a fechada mata de caatinga para buscar o gado bravo.

Coisas grandes se vê pelo sertão. A estatura e a bravura do homem sertanejo se assimila a grandeza e bravura dos homens da floresta. Bravura dos primeiros guerreiros que habitaram nossas terras. Herança assimilada, herdada.

Niver

Hoje, dia de Natal, comemoramos o décimo nono mês da travessia Alice pelo Brasil. Falta 150 dias para concluirmos a viagem.

Beijos de Alice para o Brasil feito de tantos Brasis e que  amamos tão intensamente.

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Bibi! Fom! Fom!