A saga do Jalapão – a volta

Cheguei em Mateiros que era só pó. Fui arrumada rapidamente para me transformar em dormitório. Ninguém ousava falar de minhas dores. Na manhã seguinte fui procurar um mecânico que colocou uma macaco, arrancou o amortecedor estragado e sangrou o freio; disse que eu estava bem. Voltei para a pousada da Rosa e lá fiquei estacionada.

À noite tinha festa na Mumbuca. Tomei banho, fiquei bonita e me preparei para enfrentar novamente as duras estradas do Jalapão. Rodei 10 quilômetros e novamente os freios travaram. Voltei para a oficina, desta vez, no Alexandre Carioca. O Cara olhou, tirou a roda dianteira, sangrou, limpou e aparentemente fiquei boa.  Rodei mais 15 quilômetros e novamente os freios travaram. Voltei pra oficina. Dessa vez a limpeza foi total. Tentei rodar novamente e nada de freio. Foi então que descobriram que a mangueira do hidrovácuo estava vazando. Recurso? Consertar com silvertaper.

Assim remendada, com freio falhando, chegamos até a Mumbuca e depois até Palmas. Cara, nas descidas o Franco me segurava com o freio de mão. A Inês nem respirava.

Voltei devagarinho, passando com cuidado nos buracos que neste lado da estrada são muito maiores, porém tem menos areia que na ida.

Assim, cheguei a Palmas. Fui consertada na oficina mecânica Jalapão. Estou uma gostosura com o freio novinho em folha.

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