Quebradeiras de coco babaçu

Sorriso largo, cantiga nos lábios, cofo nos ombros (cesto onde colocam as amêndoas e as ferramentas de trabalho: machado, facão e uma marreta de madeira) lá vão elas mata a dentro, em busca do coco babaçu. Caminham quilômetros por dentro de fazendas… Cada vez o coco fica mais distante e mais raro também.

Ao chegar na palmeira mãe,  roçam o mato com o facão, depois amontoam o coco espalhado e juntam tudo no cofo, colocam-no sobre a cabeça e carregam a um local comum.  Sentadas numa roda, ajeitam-se para quebrar o fruto que lhes dá o alimento.

A perna esquerda estirada, segura o cabo do machado firme sobre o chão; a lâmina afiada aponta para cima preparando o artefato onde o coco desvendará seus segredos. Em gestos ligeiros, uma mão busca o coco e o coloca sobre o corte do machado, enquanto a outra  marreta forte abrindo-0 ao meio.

Aos poucos a lata vai se enchendo de amêndoas que são levadas para casa para transformar-se em azeite, sabão, sabonete, leite. Incansáveis, elas afirmam que do babaçu nada se perde, nem o gongo, espécie de larva que se forma dentro de algumas castanhas. O tal bichinho é rico em proteínas e depois de frito pode ser saboreado em deliciosa farofa. Quer provar?

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