Um mundo de fósseis

Conta a história, que desde sempre a mãe natureza desde sempre gostara de ler e escrever, mas nem sempre existiu papel e nem homens que pudessem fazê-lo. Neste tempo, a mãe natureza, depois de catástrofes que exterminaram gerações e marcaram os períodos da evolução da vida na terra, em fósseis.

Dizem que quando um arqueólogo abre uma pedra e encontra um animal ou parte dele fossilizado, é como se abrisse um livro nunca lido por ninguém. Ah! Fico imaginando como isso deve ser interessante!

Titus Riedi, do Museu de Palenteologia de Santana do Cariri, nos levou em um passeio pela Chapada o Araripe: conhecemos o Museu de Palenteologia, com fósseis que datam de mais 120 milhões de anos. Incrível! Lá dentro, além das libélulas guardadas pela mãe natureza como se as esculpissem em pedras, há peixes, ossos de pterossauros… Um mundo de história sedimentado em rochas.

Para concluir nossa viagem estivemos na Chapada do Araripe, lá onde as Mineradoras extraem a Pedra Cariri. As mineradoras se parecem com lugares de garimpo, uma ao lado da outra, na estrada caminhões carregados vão e vêm. Nas mediações montanhas de entulhos das pedras, nos entulhos fósseis abandonados pelas mineradoras. Difícil entender essa relação humana com as coisas que a natureza demora tanto tempo para produzir e guarda secretamente por milhões de anos. Por outro lado, a mineração é uma das principais atividades econômicas da região e as famílias estruturam suas vidas a partir delas.

Que fazer?

Aqui vai uma sugestão que nascida de conversas a três nesta visita à Chapada: Que tal se o IBAMA promovesse visitas escolares, os alunos recebessem autorização de garimpar os entulhos acompanhados de um especialista do Museu. Os fósseis encontrados no fossem olhados pelo profissional, se já estivessem catalogados a escola teria permissão de levá-los para compor os resultados da pesquisa de campos dos alunos. Pense comigo, isso não seria muito melhor do que abandoná-los num monte de entulho?

Adorei o passeio!

Titus, muito obrigada pela amizade, hospitalidade e pelo passeio que nos proporcionou.

Bibi!! Fom! Fom!

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